segunda-feira, dezembro 24, 2012

Nova Ordem Mundial - Ficção?


Costumo acompanhar o blog do amigo Max - Informação Incorrecta. Tem muito que ler, muito que aprender e ajuda a questionar o que se passa à nossa volta. Aconselhamos vivamente a darem por lá uma vista de olhos.

Dito isto, deparei-me com o seguinte comentário de um anónimo num post de Informação Incorrecta intitulado "Brzezinski avisa: há uma ameaça populista":
"nova ordem mundial? é preciso ser muito retardado para crer." - diz o comentador.
Bem, à partida parece haver aqui uma clara repressão daqueles que pensam de forma diferente deste anónimo. Senti que isto de alguma forma me diz respeito - eu sei que sou retardado, mas não precisam de o dizer publicamente.

Ok, na verdade não acredito na integra em Nova Ordem Mundial (doravante apenas NOM), mas tenho uma ideia que lhe se assemelha. Portanto, irão ler a tentativa de raciocínio de uma retardado (que não deixa de ser uma pessoa).

Ressalvo aqui que, no Sociedade Alienada não somos nenhuns especialistas da matéria, mas tentaremos ser o mais racionais possível.



Nova Ordem Mundial - o que é isto afinal?

O conceito de NOM está associado à ideia de que existe um grupo reduzido de entidades, a chamada elite, que querem, ou já têm, o poder de mandar no Mundo. Seja através de poder bélico, controlo mental, escravidão económica ou qualquer outro processo, a NOM estabelece todas as regras e a sociedade vive regida por elas sem se aperceber.

"New World Order" to save the Earth
Sim, eles andam aí. E com as melhores das intenções.

Bem, eu questiono se realmente esse grupo, apelidado com esse nome ou não, não estará a querer fazer algo que na realidade a grande maioria de nós deseja?


Hoje faz Sol ou vai chover?

A senhora X, antes de se deitar, gosta de preparar a sua roupa para vestir no dia seguinte e dessa forma não perder tempo e despachar-se mais rápido para sair.
Aquele dia esteve bem solarengo, como tal, à noite pensou:
- Amanhã espero que o tempo esteja como hoje, como tal, vou vestir umas roupas frescas.

Nuvens - o mais recente dispositivo de controlo mental.
Ironia do destino: no dia seguinte faz mais frio e chove lá fora. A sua previsão falhara e ela não vira o boletim metereológico; então, chateada, porque iria perder imenso tempo para escolher novas roupas, roga pragas a São Pedro.
- Seria tão bom se as coisas tivessem corrido como previra.


A Mercearia do Sr. Y

O senhor Y tinha uma mercearia, mas o negócio não estava a correr bem ultimamente. Ele precisava de investir em algo inovador para voltar a ter os rendimentos necessários. Decidiu comprar uma máquina de café e 500kg de café de óptima qualidade.
Pois bem, foram poucos os clientes a adoptar o café do senhor Y. Ao que parece, naquela comunidade não existiam grandes amantes de café...e o seu investimento foi por água abaixo.
Suspira o senhor Y:
- Se conseguisse, punha toda a gente a beber do meu café.


Variáveis

Ao que parece, a senhora X e o senhor Y poderiam casar e ser felizes para sempre.

Ah! Não é isso que queria dizer...

Ambos falharam as suas pequenas apostas. Tomaram decisões baseadas na sua experiência e eventos passados, mas o futuro é variável e imprevisível. Se eles pudessem, teriam forçado os eventos futuros que conduziriam ao seu sucesso. Mas com essa impossibilidade viveram períodos de frustração, sendo que o senhor Y perdeu dinheiro investido.

No actual sistema financeiro, as coisas processam-se de forma semelhante. Os bens não-essenciais são colocados à venda e o consumidor é ludibriado para os consumir com a ajuda do marketing. Aqui, a variável é a opção de escolha do consumidor por esses produtos. O marketing tenta atenuar essa variável, tornado-a o mais próxima possível dos valores desejáveis, diminuindo assim o risco dos investimentos.

Muito bem, mas...e se falarmos dos bens essenciais? Pois na verdade, eu posso viver sem um tablet, mas não sem um pão, água e umas bolachas de aveia. Tal como preciso de roupa para me vestir, forma de me deslocar, casa/abrigo, entre outras coisas básicas.

Ok, posso dispensar as bolachas de aveia.

Aqui o discurso é semelhante, mas temos uma variável eliminada: a opção de escolha do consumidor. Pois temos a certeza de que ele vai consumir os bens essenciais.
No entanto, o fornecedor é que poderá ser escolhido: prefiro comprar os pães da padaria A ao invés dos da padaria B.

Na verdade, naquela vila, só existem duas padarias e ambas são concorrentes uma da outra. Os seus proprietários, ambos ávidos por dinheiro, querem maximizar os lucros. Como tal, dado que a concorrência não proporciona o aumento dos preços, mas sim o contrário, os proprietários decidiram falar um com o outro:
Bolos especiais com químicos que permitem controlar as
mentes através de SMS ou MMS.
- Olha lá, e que tal ao invés de sermos concorrentes um do outro, nós formássemos uma aliança? Os preços não vão baixar mais...aliás, podemos até aumentá-los, desde que fiquemos ambos a praticar o mesmo preço. O total dos lucros de ambos é divido de igual forma, pois ambos estamos a proporcionar o aumento dos mesmos.
- Parece-me óptimo. Este fica o nosso segredo...

E assim nasce o cartel.

Os habitantes da vila acham estranhas as subidas constantes do preço do pão. E os proprietários cada vez mais ricos.

Ora, não será isto que se passa a uma grande escala? Com os combustíveis, com os bens alimentares e outras pequenas coisas?

O cartel acabou por se formar naturalmente - e aqui naturalmente é um pouco sarcástico, mas no meio da ganância é mesmo natural.
Os vários empresários foram se juntando, para irem diminuindo e controlando as variáveis e mais facilmente ditar as leis do mercado. Algo tão semelhante como o senhor Y ou a senhora X.
Não há espaço para frustrações nem surpresas desagradáveis. Se o meu cartel for o único a colocar determinado produto no mercado Mundial, posso dizer que isto é uma espécie de NOM.


Disrupção

Um dia, naquela vila os habitantes decidem fazer uma assembleia, afinal, o preço do pão é incomportável (e eles não comem mais nada). Decidem então cultivar os seus próprios campos de trigo e milho, fazer a sua própria farinha numa cooperativa e fazer o seu próprio pão.

Os proprietários das padarias, não tendo forma de controlar isso, percebem que o seu negócio irá por água abaixo (como a mercearia do senhor Y) pois deixarão de comprar o seu pão. E com o fim do seu cartel, terminam também as suas vidas opolentas.

Vejamos o que falaram os proprietários acerca disso:
- Estamos feitos pah! Estes gajos vão passar a fazer o seu próprio pão.
- Eu estava aqui com a ideia de que podíamos estragar as colheitas deles, largar lá uma bicharada qualquer para estragar tudo.
- Boa, pode ser que assim eles desistam da ideia. Entretanto, baixamos também um pouco os preços...
- Perfeito, em último caso, falamos com o fornecedor de farinha para se juntar a nós, não vendendo a farinha a preço inferior ao que estipularmos com ele.
- Saimos todos a ganhar! eheheheh

Pois é, tal como nesta vila, à escala mundial os eventos são semelhantes. Para não se quebrar o ciclo, para que as pessoas não deixem de consumir o que lhes é vendido e passarem a ser auto-suficientes, é necessário criar um clima de instabilidade que proporcione esse medo de mudar por parte da população - e aí temos as  guerras, as epidemias, as distracções, e mil-e-um outros mecanismos que impeçam a população de mudar - de querer mudar, de pensar sequer em mudar.

E você, já tem um poster destes no seu prédio?
A NOM já está instalada, não tem esse nome, mas ela é intrínseca à natureza humana - a nossa necessidade de controlar as variáveis. Não acredito numa Ordem que tenha nascido de um plano fantástico, mas sim, que foi crescendo e tomando forma sem ninguém a ter planeado. Em parte porque existem aqueles que lucram com isso, e noutra parte porque existem os susceptíveis que permitiram a sua implementação.

O cartel que governa o Mundo já é muito forte e tem tentáculos em todo o lado, nos vários governos, nas várias grandes empresas, nos sectores económicos essenciais, na justiça, na mente da sociedade.

Largar esta NOM só será possível se nós formos os habitantes das vilas que protegemos as nossas colheitas e que procuramos outras formas de sobreviver. Mas mais que tudo, a NOM é perpetuada por pessoas e ela um dia terminará pela mesma mão - temos de começar já, a educar para a fraternidade e para a caridade, pois não sabemos se um dos nossos filhos não será esse elemento que quebrará o ciclo.


Até lá, somos todos retardados.

segunda-feira, outubro 22, 2012

O Discurso do Presidente

No seguimento do nosso ciclo de discursos, segue um bastante recente da autoria de José "Pepe" Mujica, o actual presidente do Uruguai em funções desde Março de 2010 (40º presidente). Aos 77 anos José Mujica é um homem que não tem contas bancárias, não possui qualquer empréstimo bancário, doa 90% do seu salário e cuja única riqueza que tem é um VW Beetle de 1987.[1][2]

Rio+20
Rio de Janeiro
20 a 22 de Junho de 2012
Este discurso foi feito na conferência RIO+20 - United Nations Conference on Sustainable Development (Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável) e alerta-nos para o GRANDE desvio que fizemos aos destinos da Humanidade e os seus propósitos.

Vale a pena ouvir e ouvir vezes sem conta e partilhem, pois afinal existe esperança em governantes que querem mudar o Mundo para melhor.



Bem haja Pepe Mujica.

E obrigado ao amigo Luís Costa por ter sugerido este discurso.

Fontes:

sexta-feira, abril 27, 2012

O Discurso do Imperador

O blog Sociedade Alienada vai iniciar um ciclo com uma compilação e divulgação de discursos motivadores, inspiracionais e que de uma forma ou de outra nos marcam - sempre dentro da temática do blog. Discursos que nos fazem pensar, que nos fazem querer ser melhores, que dão um "clique" dentro de nós e nos fazem perceber aquilo que fazemos na nossa Terra e aos seus habitantes, sejam pessoas ou animais, seja aos nossos amigos, família, ou mesmo desconhecidos. O objectivo é não sermos indiferentes.

Neste espaço, o leitor poderá também participar enviando as suas sugestões para serem publicadas.

O primeiro discurso é dado por Sir Charles Chaplin, no filme "The Great Dictator" ("O Grande Ditador" - 1940).
O homem que não falava...abriu o seu coração para nos trazer estas palavras...

Legendado em português do Brasil aqui.

Que um dia tenhamos esta mentalidade: querer o bem daquele que está ao nosso lado.


Discurso:

"I'm sorry, but I don't want to be an Emperor - that's not my business. I don't want to rule or conquer anyone. I should like to help everyone, if possible - Jew, gentile, black man, white. We all want to help one another; human beings are like that. We want to live by each other's happiness, not by each other's misery. We don't want to hate and despise one another. In this world there's room for everyone and the good earth is rich and can provide for everyone.

The way of life can be free and beautiful.

But we have lost the way.

Greed has poisoned men's souls, has barricaded the world with hate, has goose-stepped us into misery and bloodshed. We have developed speed but we have shut ourselves in. Machinery that gives abundance has left us in want. Our knowledge has made us cynical, our cleverness hard and unkind. We think too much and feel too little. More than machinery, we need humanity. More than cleverness, we need kindness and gentleness. Without these qualities, life will be violent and all will be lost.

The aeroplane and the radio have brought us closer together. The very nature of these inventions cries out for the goodness in men, cries out for universal brotherhood for the unity of us all. Even now my voice is reaching millions throughout the world, millions of despairing men, women, and little children, victims of a system that makes men torture and imprison innocent people.

To those who can hear me I say, "Do not despair." The misery that is now upon us is but the passing of greed, the bitterness of men who fear the way of human progress. The hate of men will pass and dictators die; and the power they took from the people will return to the people and so long as men die, liberty will never perish.

Soldiers: Don't give yourselves to brutes, men who despise you, enslave you, who regiment your lives, tell you what to do, what to think and what to feel; who drill you, diet you, treat you like cattle, use you as cannon fodder. Don't give yourselves to these unnatural men, machine men, with machine minds and machine hearts! You are not machines! You are not cattle! You are men! You have the love of humanity in your hearts. You don't hate; only the unloved hate, the unloved and the unnatural.

Soldiers: Don't fight for slavery! Fight for liberty! In the seventeenth chapter of Saint Luke it is written, "the kingdom of God is within man" -- not one man, nor a group of men, but in all men, in you, you the people have the power, the power to create machines, the power to create happiness. You the people have the power to make this life free and beautiful, to make this life a wonderful adventure.

Then, in the name of democracy, let us use that power! Let us all unite!! Let us fight for a new world, a decent world that will give men a chance to work, that will give you the future and old age a security. By the promise of these things, brutes have risen to power, but they lie! They do not fulfill their promise; they never will. Dictators free themselves, but they enslave the people!! Now, let us fight to fulfill that promise!! Let us fight to free the world, to do away with national barriers, to do away with greed, with hate and intolerance. Let us fight for a world of reason, a world where science and progress will lead to all men's happiness.

Soldiers: In the name of democracy, let us all unite!"

quinta-feira, abril 05, 2012

Simplicidade


Esta manhã, uma criança de muletas e o adulto que a acompanhava (talvez o pai), estavam a observar umas flores silvestres que nascem nos pequenos descampados que circundam os prédios. A criança sorria e percebia-se na sua cara como ela estava feliz a admirar tudo enquanto o adulto fotografava as flores.

Aqueles gestos tão simples de admiração para com a natureza, relembraram-me que o Homem anda muito distraído. Perdemos muito tempo à procura de algo que nos admire que nos deixe entretidos...quando basta pararmos e olharmos a Natureza à nossa volta. Somos bombardeados por coisas fúteis e inúteis...e pior que isso, fazem-nos acreditar que só pagando é que conseguimos ter essas coisas.

E eu pergunto:
Quando foi a última vez que admirámos as estrelas no céu? Ou contemplámos uma árvore? Quando foi a última vez que tentámos perceber qual o papel de cada elemento na Natureza?

Acho que perdemos muito tempo a pensar como destruir, construir e fazer tudo à nossa maneira, quando as coisas mais belas e os melhores exemplos de perfeição nos são dados pela Mãe Natureza.


quinta-feira, janeiro 19, 2012

Os Assassinos da Internet Livre

Caros leitores, recordem estes acrónimos:


P.I.P.A.
PROTECT IP Act (Preventing Real Online Threats to Economic Creativity and Theft of Intellectual  Property Act - Lei de prevenção de ameaças online à criatividade económica e ao roubo de propriedade intelectual), proposta em 12 de Maio de 2011, por  Patrick Leahy, senador Norte-Americano.
Proposta original aqui (em inglês EUA).

S.O.P.A.
Stop Online Piracy Act (Lei de Combate à Pirataria Online), proposta em 26 de Outubro de 2011, por  Lamar S. Smith, membro da Câmara de Representantes dos Estados Unidos.
Proposta original aqui (em Inglês EUA).

Tratam-se de propostas de leis que foram apresentadas no Congresso Norte-Americano e que, a serem aprovadas, pretendem acabar com a internet tal como a conhecemos hoje.

Eis um breve resumo da versão oficial das razões pelas quais foram propostas estas leis:
  • Providenciar ao estado norte-americano e aos detentores de direitos de autor, ferramentas legais capazes de limitar o acesso a websites dedicados à infração e contrefacção de bens, especialmente aqueles websites registados fora dos Estados Unidos; [1]
  • Capacitar os mesmos orgãos enunciados na linha anterior de processar os websites que fomentam a partilha de ficheiros; [2]

"What the fuck is SOPA?"
Podemos ver um vídeo explicativo das propostas de leis e respectivos impactos colocado no Youtube.
Tem legendas em português, apesar de ser um português aldrabado, percebe-se.


Basicamente:
O Xenofonte e o Saraiva, conduzem ambos um Opel Corsa e o Xenofonte, que não tem carta, embate contra mim. De quem é a culpa?
Do Xenofonte, que é um bocado azelha...e agora ainda tem de pagar o arranjo.

Mas na perspectiva do SOPA e do PIPA, a culpa seria da Opel (?!).

Ou seja, se alguém, por exemplo, colocar um vídeo d'O Rei Leão no Youtube, os prestadores do serviço online (neste caso, a Google Inc.) poderão ser processados pela Disney e obrigados a fechar.

Reacções
No dia 18 de Janeiro de 2012 estas propostas foram novamente discutidas e várias companhias que actuam na internet, como a Google, Facebook, Zynga, Wordpress, Wikipédia, Vimeo e 9GAG (entre outras), alertaram os internautas para o que se está a passar, promovendo petições e pedindo para que manifestemos directamente o nosso descontentamento sobre tais propostas de leis, junto de orgãos de comunicação e o próprio Congresso Norte-Americano.
A Google redigiu também explicações para quem não souber o que é a SOPA e a PIPA (não, não são a sopa de comer, nem a pipa do vinho).
Podemos consultar o post no blog oficial aqui e o movimento Google "End Piracy, Not Liberty" - já agora, assinem a petição.
Podem também ver o aspecto que alguns sites tiveram durante o dia 18 de Janeiro de 2012 nesta fotogaleria do Jornal de Notícias.

Acabem com a Pirataria, não com a Liberdade
A acção tomada teve sucesso, pois as propostas não foram aprovadas, mas também não foram rejeitadas, sendo que ainda poderão a vir a ser discutidas mais tarde, pois existem grandes lobbies por trás destas leis.

Os orgãos de comunicação social
Um evento como este merece claramente ser falado nos noticiários, pois está em risco o fim de uma das plataformas que ainda permite ao Ser Humano expressar-se livremente, e uma das maiores invenções de sempre.

Mas...

...alguém ouviu alguma notícia na televisão, rádio ou leu alguma coisa nos jornais? Não, ao invés disso somos bombardeados com lixo televisivo, para entreter os burros lá em casa.

- "Enquanto puder ver os milhares de artigos, posts e vídeos sobre os reality-shows,
 está tudo ok. Eu até nem gosto de sopa...nem me chamo Pipa."

Acção
O que podemos fazer?
Pedir para que o assunto seja falado nos orgãos de comunicação social, por exemplo, já é um começo. Segue uma lista de contactos que poderemos efectuar:
Aquilo que não vemos
...ou não queremos ver.
Mas afinal, porquê tudo isto?

Imaginem o que seria um Mundo sem blogging, sem partilha de vídeos/sites informativos de fontes REALMENTE independentes, sem partilha de ficheiros, sem redes sociais...basicamente tudo deixaria de existir, pois todas essas plataformas têm potencial para que algum dos seus utilizadores viole direitos de autor.

Qual o bónus para a corporocracia?
As classes média e baixas deixariam de ter a capacidade de procurar a verdade, de analisar os factos, de perceber aquilo que realmente está a acontecer no Mundo, de se juntarem em acções de ciberactivismo, de partilharem uma notícia do seu país que se opõe à imagem que os media mainstream querem fazer passar (caso Líbia, por exemplo). Para além disto, os pequenos empresários e produtores independentes, perderiam uma grande plataforma de divulgação dos seus trabalhos e serviços - extinguindo por completo a concorrência que estes poderiam fazer aos grandes do entretenimento como a Sony Entertainment, Columbia, Warner Bros. e Disney.

Queremos a nossa internet livre - agora e sempre.


Fontes
[1] CNet
[2] Washington Post

quarta-feira, dezembro 21, 2011

I Assembleia Popular de Alfragide

Olá caros amigos,

venho por este meio trazer-vos a seguinte convocatória:
Poster gentilmente elaborado por Indignados Lisboa.
"Somos cidadãs e cidadãos em exercício da nossa soberania. Reconhecemos que o nosso campo de acção político está relegado a um papel passivo que não vai além do compromisso com o Estado por meio do imposto ou do voto.
Intermediado por organismos e instituições burocratizadas, corporativas e hierarquizadas que controlam e condicionam o poder efectivo sobre a decisão das questões fundamentais da gestão do nosso quotidiano. 

No momento em que a mensagem que nos chega dos nossos Governantes é a da união em torno de soluções apresentadas como inevitáveis, decidimos reunir-nos em Assembleia Popular livre, num exercício de cidadania pacífico, apartidário e laico, que pretende tomar a palavra no processo de resgate das nossas vidas. Conscientes da responsabilidade que este tempo histórico nos confia, em todo o mundo pessoas como nós estão a tomar as ruas na busca de soluções que nos levem a superar os problemas imediatos, mas também buscar novas formas de organização e gestão para a nossa vida social e comunitária. Convocamos tod@s @s que se sintam igualmente perplex@s com o cenário actual e aspirem a assumir um papel activo, para que possamos juntos discutir livremente e em pleno direito as formas de resolver os problemas que o presente nos coloca.


Regulamento da Assembleia Popular

  1. Estrutura da Assembleia
  2. Leitura das normas de funcionamento da Assembleia por um membro da mesa.
  3. 1h Debate Aberto
  4. 1h Apresentação de propostas para Grupos de Trabalho e resumo das actividades em curso.
  5. Fecho: Decisão da data para a próxima Assembleia / Reunião dos grupos de trabalho

Funcionamento da Assembleia.
  • Todas as pessoas são livres de participar e tomar a palavra compreendendo a necessidade de eficiência deste órgão e respeitando todas e todos os intervenientes segundo os princípios de boa convivência. Para cada tomada de palavra deve ser cumprido um tempo máximo de 5 minutos.
  • A Assembleia não tem um carácter legislativo ou executivo sobre as pessoas que a constituem. A vontade soberana desta Assembleia expressa-se no exercício prático dos desafios e propostas que são lançadas de e para cada participante.
  • Antes de cada sessão é necessário que, de entre as pessoas reunidas, existam três voluntárias ou voluntários para cumprir a execução das tarefas que garantam o seu funcionamento, a saber:
  • Uma pessoa responsável por recolher as inscrições para tomar a palavra e propostas de nova data para a assembleia.
  • Uma pessoa responsável pela moderação do tempo de cada intervenção e pelo respeito pela ordem da inscrição.
  • Uma pessoa responsável pela redação de um documento que possa resumir os temas abordados. Este documento deverá depois ser assinado pela redactora ou redactor e tornado público através da publicação no site e leitura no início da sessão seguinte. Qualquer tomada de posição presente neste documento será da responsabilidade da autora ou autor. Não há, por isso, prejuízo de que outras pessoas possam redigir documentos no mesmo sentido.
  • Estes três voluntários ficam com a responsabilidade de tratar da logística necessária para a assembleia seguinte.
  • A decisão sobre a data de uma nova Assembleia é feita segundo o maior número de disponibilidades dos presentes. Junto da pessoa responsável devem ser feitas propostas no sentido de uma nova data para Assembleia que será escolhida após a consulta de quem participe na mesma."
- adaptado de Indignados Lisboa

O objetivo é reunir-nos no próximo dia 28 de Dezembro, 4ª-feira, na Alameda dos Moinhos (Google Maps), em Alfragide, pelas 20h30.
Tragam bons agasalhos e uma manta para se sentarem no chão.

Caso as condições climatéricas, nomeadamente a chuva, não permitam a nossa reunião, a Assembleia passará automaticamente para a semana seguinte, no mesmo dia da semana e na mesma hora.
Clicka na imagem para ires para o evento no Facebook.
Por favor, divulguem.


Vamos criar um espaço de debate e troca de ideias.
Aparece!

terça-feira, novembro 29, 2011

O Conhecimento não ocupa lugar

Será que não ocupa mesmo lugar?

Uma amiga à tempos desmentiu, dizendo, e bem: "O conhecimento ocupa lugar, sim - o lugar da ignorância."
Deu-me que pensar, pois ambas as afirmações estão corretas, mas cada uma com um sentido completamente diferente.

O conhecimento não ocupa lugar

O conhecimento é resultado de todas as experiências que temos na nossa vida, sejam elas triviais do nosso dia-a-dia, ou académicas. Sempre que nos debruçamos sobre um cenário novo, algum conhecimento surgirá, alguma experiência ganharemos. Mas é preciso estarmos mesmo sobre um novo cenário, pois caso contrário, podemos dizer que atuamos dentro da nossa zona de conforto - uma área abstrata delimitada pelo nosso conhecimento e da qual conhecemos as variáveis, ou a grande maioria delas e conseguimos ter controlo total ou parcial sobre a matéria em questão.

- "E fora dessa área?"

- "Um dia serei astronauta."
Fora dessa área temos o Novo, o Desconhecido, a Surpresa, Mais Conhecimento, a Verdade. E é ao navegarmos nessa área que crescemos intelectual/moral-mente. Mas é preciso ter um espírito aberto às novas experiências. Quantas pessoas desistem ainda antes de tentar? Quantas pessoas ouvem os boatos e as hipóteses, julgando que isso é o suficiente para saberem algo sobre alguma coisa?
E é ao não darmos um passo na direção do conhecimento, que estagnamos e damos espaço à ignorância.
Não podemos questionar a nossa capacidade de aprendizagem, pois todos nós estamos capacitados para aprender sempre um pouco mais, desde a pessoa com Trissomia 21 até ao grande Astro-Físico...há sempre espaço para aprender algo mais. SEMPRE.

O conhecimento ocupa o lugar da ignorância


Se tivermos então a coragem de navegar num mar desconhecido, temos de lembrar-nos que há muitas pessoas a ganharem com isso - ganha o próprio indivíduo e todos os que o rodeiam. Porque o conhecimento DEVE ser partilhado, para retirar mais pessoas da ignorância. Claro que não devemos aceitar tudo sem um olhar crítico, mas devemos expôr-nos às experiências para retirarmos as nossas próprias conclusões. Pior do que não poder aprender, é não querer aprender; os verdadeiros ignorantes não querem aprender, pois num misto de presunção e preguiça, julgam que sabem tudo...e assumir que se sabe alguma coisa, é dar rédea solta ao erro e à falácia.

A meu ver, devemos estudar um pouco de tudo, começando, obviamente, pelas matérias que mais nos agradam. Devemos estudar também o nosso comportamento e o dos outros, tentando perceber o que somos, como agimos, como pensamos, qual a finalidade de certos atos; e tentar chegar ao nosso íntimo, procurando implementar uma verdadeira reforma do nosso ser, com base no conhecimento e não na ignorância.
Procurar fazer o bem, é também uma forma de fugir da ignorância.

Ser Conhecedor

É hora de agir.
Procuremos um livro sobre uma matéria diferente, procuremos apreciar outros domínios, desde as coisas simples e ordinárias da nossa vida, até às matérias mais complexas e extraordinárias.
Acredita em ti e nas tuas capacidades...hoje, experimenta ignorar aquele programa de televisão ou não leias aquela enfadonha revista côr-de-rosa...hoje darás um passo noutra direção, por um caminho que necessita de mais esforço, mas que no final te deixará diferente e bem melhor.

Se os óculos fizerem doer a vista, tira-lhes as lentes.
Lembra-te que ao seres conhecedor, não és tão facilmente manipulado...mas lembra-te também do reverso da medalha: ao seres conhecedor, não deves subjugar aqueles que aparentemente sabem menos do que tu.

Agora vai, sai desse marasmo mental e procura a luz do conhecimento verdadeiramente útil e necessário ao teu ser e à comunidade em que te inseres - ao seres conhecedor, tornas-te uma nova fonte de conhecimento.

E o conhecimento, ninguém to tira.

domingo, novembro 13, 2011

Banco Central Europeu


Aqui está um vídeo que explica bem como funciona o actual Banco Central Europeu e o sistema de dívida público e como as actuais medidas de austeridade não resolvem o problema. O vídeo está em francês com legendas em português.

Quem Subjuga Quem

"Está um grande temporal lá fora."

Como tudo o que é cíclico, as estações do ano fazem lembrar ao Homem que nem sempre na nossa vida faz Sol. Precisamos do Inverno para marcar a cadência do tempo e para mostrar que o poder é um status e que é completamente efémero.

As forças da Natureza relembram também ao Homem da sua insignificância e de que algo maior e mais 'forte' existe certamente para lá do nosso imaginário. A destruição, ao acontecer, apela à extrema necessidade de união e fraternidade, opondo-se diretamente à subjugação de alguém.

O Planeta Terra

É nestas alturas, em que os raios caiem sobre a crosta terrestre e que paira um sentimento de insegurança, que constato como é perfeita a nossa Terra - até no seu comportamento nos ensina a ser humildes. O nosso planeta preocupa-se mais connosco do que nós com ele.

quinta-feira, novembro 03, 2011

A Morte e a Reencarnação

Informação Incorrecta
Caros,

respondendo ao desafio do caro amigo Max do blog Informação Incorrecta, no seu post A Morte dos Leitores, deixo a minha opinião sobre a morte.


A MORTE

Um assunto interessante, sem sombra de dúvida.
Diz Informação Incorrecta:
"Mas o assunto é: o que acham os Leitores da Morte? É o fim de tudo ou algo sobrevive (como a Alma, por exemplo)? Somos apenas pó e pó voltaremos ou a Morte é algo diferente?

E a Alma, para onde vai? Inferno, Paraíso ou fica aí, no meio? Ou sofre de metempsicose, que não é uma doença psíquica mas e a Reencarnação? E qual Reencarnação? A dos Espíritas ou aquela das religiões orientais?


E o Leitor: tem medo da Morte? Porquê?
"

Antes de mais, devo avisar que o texto escrito representa uma opinião (a minha) e não representa o ponto de vista de qualquer religião, grupo, doutrina ou indivíduo (que não eu), mesmo que eu me identifique ou siga algum desses ideais.

Comecemos pelo fim: Medo da morte?
Sem sombra alguma. A morte é algo que não me assusta, acho que tenho mais respeito/medo ao sofrimento do que à morte em si. Não gostaria de morrer afogado ou queimado, gostaria de morrer normalmente: falência dos orgãos na velhice; mas como isso é algo que não posso escolher, abandonemos esta discussão e sigamos para o cerne da questão.

A morte para mim é uma passagem, o nascimento no plano espiritual - o simples desprendimento do espírito do corpo físico. Sim, porque acredito que somos imortais em espírito, que reencarnamos diversas vezes e que tudo obedece a Leis Divinas.

Hippolyte Léon Denizard Rivail
Antes que questionem, eu respondo já: SIM, sou seguidor da Doutrina Espírita. Aquela trazida pelos espíritos na Codificação de Allan Kardec (um pseudónimo de Hippolyte Léon Denizard Rivail).
E porque é que me identifico com esta doutrina? Porque foi a única que pela lógica me mostrou os factos.
Atenção, a reencarnação é apenas parte da Doutrina Espírita e neste post, para não fugir do tema, não aprofundaremos a doutrina, desta forma, peço que não tomem a parte pelo todo - dizer que a reencarnação é a Doutrina Espírita é o mesmo que dizer que um par de mãos é um Ser Humano.





A Reencarnação

Em que consiste a reencarnação?
Porque acredito nela?

Para se falar em reencarnação, temos de obrigatoriamente falar em alma ou espírito (há quem distinga, chamando alma ao espírito encarnado, ou seja, com corpo físico). Partindo do princípio que somos espíritos em progressão, a reencarnação mostra-se um agente depurador do Ser Humano. Desta forma, com diversas existências, a Lei de Ação-Reação toma toda a sua amplitude, pois ninguém sai impune dos males que possa ter causado aos outros e a si mesmo. Esses males traduzem-se em carga karmica que teremos de resgatar. Esse resgate tanto pode ser feito na mesma existência, como por exemplo, uma doença causada pelo tabagismo; ou pode ser feito noutra existência, como por exemplo, alguém que explorou um povo, vir a nascer no seio desse mesmo povo para provar do mal causado pelas suas decisões.
Os mais perniciosos, podem chamar isto de vingança Divina, mas trata-se apenas da aplicação da Lei de Ação-Reação: toda a ação tem uma respetiva reação - nada mais simples.
Mas a reencarnação serve para mais, não só para resgate karmico, mas também para missões ou expiações:
  • Missão: espírito com o intuito de ajudar o meio onde irá nascer;
  • Expiação: espírito com o intuito de se depurar a nível de reforma intíma.
Pois bem, e porque acredito que somos espírito e reencarnamos? Para além das explicações trazidas n'O Livro dos Espíritos, tenho a minha própria experiência sujeita ao meu sentido crítico.
O Livro dos Espíritos
Podemos ler sobre a reencarnação n'O Livro dos Espíritos (págs. 156 ~ 165). Eu ajudo a resumir com a seguinte dissertação:

Como pode o Homem explicar que, pessoas que nasçam em iguais ambientes e recebam a mesma educação, sejam tão diferentes? Onde vão buscar a sua forma de ser e pensar se não às suas próprias ideias que trazem na bagagem espiritual? Se não houvesse reencarnação, assumiríamos que o nosso cérebro e o nosso sistemas nervoso tinham a capacidade de criar intelecto, isto é, que um conjunto de atómos e moléculas unidas de determinada forma criam o Ser Humano e a sua personalidade. Como explicar a justiça de pessoas que nascem com problemas de saúde à nascença, em famílias que nunca registaram tais casos?

Certamente, não faltarão pessoas a responder a estas observações, mas o que dizer dos espíritos que se manifestam através dos médiuns? Será loucura ou devaneio de alguém? Não me parece, principalmente quando começas a ouvir da boca de um estranho, alguém falar de ti como se te conhecesse muito bem.

O Céu e o Inferno

Dante pensando porque ainda não abriu um blog.
Não, não acredito no Céu e no Inferno perpetrados pelo Catolicismo.
Deus, se é infinitamente bom e misericordioso, nunca sujeitaria alguém ao sofrimento eterno - se sujeitasse, seria altamente contraditório. Mas que existem zonas espirituais semelhantes aos Infernos descritos sim, como podemos ler no Inferno de Dante Alighieri (da obra Divina Comédia) - relatos da sua viagem Espiritual ao interior da Terra na companhia do seu amigo Virgílio, onde, em outras faixas vibratórias da matéria, Dante fica a conhecer para onde vão aqueles que precisam de evoluir moralmente. Mais recentemente, o médium Ranieri realizou uma viagem semelhante com o benfeitor espiritual Orcus na obra Abismo.

O Céu também é um assunto controverso, pois não acredito na imagem de pessoas a viverem para sempre na ociosidade. Acho que o trabalho existirá sempre, pois só dessa forma a Humanidade evolui - através do trabalho. Não confundir com a sociedade de trabalho que temos atualmente, que fica bem próximo da escravatura...

Resumindo, ninguém está condenado a penas ou glórias eternas, pois isso depende sempre da nossa conduta moral se queremos estacionar ou evoluir.

A Esperança

Em tom de conclusão, vejo a morte como uma passagem para o plano Espiritual - a nossa verdadeira pátria. Nesse lado, podemos ficar indefinidamente, consoante o nosso grau de evolução: desde horas, a dias meses, anos, séculos...mas enquanto formos espíritos imperfeitos, a reencarnação torna-se um impositivo, ajudando-nos a evoluir através das experiências na matéria. Não faz sentido, nem tem lógica alguma uma vida que começa no nascimento e termina irremediavelmente no leito da morte. Há algo mais, algo que veio antes e algo que vem depois...só assim a nossa existência e a nossa consciência fazem sentido.

Este é o meu ponto de vista.

Caros leitores, no que puder ajudar, façam favor. Os comentários são vossos!

quinta-feira, outubro 27, 2011

Comboio dos Surumbáticos

- "Próxima Paragem - Despertar..."
Durante a semana, desloco-me para o trabalho usando o comboio.
Para me entreter nos 10 minutos de caminho, por vezes levo algo para ler, outras vezes simplesmente fico a olhar à minha volta - espreito pela janela na esperança de ver algo novo e olho para os cartazes publicitários a tentar perceber o que impingem, mas são as pessoas que mais me fascinam.
Gosto de observá-las e tentar perceber o que vai na suas ideia; gosto de olhar também os olhos e tentar perceber o que transmitem. No olhar conseguimos perceber muitas coisas. Os olhos expressam alegria, tristeza, solidão, preocupação, desejo, entre muitos outros sentimentos...

Os olhos são o espelho da alma...

Mas naquela manhã, naquele comboio, algo se passava...só sentia o silêncio dos olhares que nada diziam. De fundo, conseguia ouvir os sons característicos de um comboio em movimento...Como o olhar das pessoas estava profundamente vazio, tais robõs autênticos que se deslocam para o trabalho, sem vislumbrarem quem os rodeia, sem conversarem, sem sentimento de alegria.
Em parte fiquei aflito, por outro lado, tentei idealizar as razões para tal desconcerto.

Surgem as questões

O que se passa com o Homem?
O que é feito da nossa componente social? Porque não interagimos com os estranhos? Aliás, o conceito "estranho" faz algum sentido? Afinal, um estranho é só alguém que ainda não conhecemos...mas eu tenho a sensação que as pessoas no geral associam a algo diferente. Recusam-se a interagir para não sair da sua "zona de conforto", para não se arriscarem a conhecer alguém que as possa perturbar.
Mas vejamos mais - quantas daquelas pessoas se deslocam de manhã para um trabalho que mal dá para se alimentarem durante um mês? Acredito que isso seja também uma grande razão para esvaziar aqueles olhares...

E o medo? As pessoas também vivem com medo!...apesar de muita gente achar que não, mas o medo condiciona-nos de uma forma inimaginável e está presente em muitas ocasiões do nosso dia-a-dia... Aquela viagem, foi só mais um exemplo disso.

E então apercebi-me, após breve reflexão, que não me encontrava num comboio, mas sim num campo de batalha. Numa batalha onde cada um se defende a si mesmo, onde expressar um sorriso ou cumprimentar um desconhecido pode significar a invasão do nosso espaço. É triste, mas é o que parece...

E o pior, é que fazemos tudo inconscientemente...mas andam a preparar-nos para isto à muito tempo; uma multidão separada, sem laços, é muito mais fácil de controlar. As elites têm os planos em marcha à bastante tempo e aquelas pessoas são apenas mais uns peões no tabuleiros.

Por isso tudo e muito mais, eu sorrio. Mostrando que estou tranquilo e em paz, para além de disposto a fazer tréguas com quem estiver cansado desta monotonia no comboio dos surumbáticos.

terça-feira, outubro 11, 2011

Helicópteros - I parte

Há quem diga que o melhor amigo do Homem é o cão. Eu digo que o melhor do amigo do político é o helicóptero. Este artigo é dividido em três capítulos e tentará demonstrar como verdadeira esta estranha afirmação. Peço desculpa pela extensão de cada capítulo, mas penso que é bom para o leitor ter um contexto mais abrangente.

ARGENTINA 2001

A crise argentina de 2001 é o melhor exemplo do impacto social, político e económico que uma crise financeira pode ter numa sociedade.

Anos 80

Vários fatores fizeram com que nos anos 80 com que o aumento do déficit e dívida pública atingissem níveis insustentáveis:
  • Falência de imensas empresas - mais de 400.000;
  • Ordenados em queda;
  • Inflação fora de controlo - durante 1975 e 1988 crescia em média 220% ao ano;
  • Pagamento de dívidas relacionadas com a guerra das ilhas Falkland (1982) contra a Inglaterra;
  • Elevada evasão fiscal e elevados níveis de corrupção;
  • Maioria dos empréstimos ao Estado foram feitos em dólares Americanos, o que fez com que cada vez fossem mais difíceis de pagar devido à constante depreciação do peso argentino.

Transição para os anos 90

Nos anos seguintes, o peso Argentino (doravante peso) sofreu terríveis subidas de inflação (chegou a subir 200% num mês) e em 1991, uma das formas que o Banco Central Argentino arranjou para estabilizar a própria moeda, passou por fixar o peso em 1 dólar Americano (doravante dólar). Esta taxa fixa fez com que se cambiasse diretamente dólares por pesos, estando as duas moedas em circulação pela Argentina. As caixas multibanco solicitavam tanto dólares como pesos e os bancos faziam empréstimos em ambas as moedas. Esta medida conseguiu reduzir o problema da inflação, que em 1990 era de 1300%, para 84% em 1991. Em 1993 era menor que 10% e, durante poucos anos, chegou-se mesmo a ter crescimento económico e a confiança na Argentina voltou a subir. A criação da Mercosur em 1991 também contribuiu para que as trocas comerciais entre países da América do Sul crescessem (especialmente com o vizinho Brasil). Houve um extenso programa de privatizações e de reformas estruturais no mercado de trabalho. Estas decisões de liberalização do mercado na Argentina foram implementadas sobre a supervisão do IMF (International Monetary Fund - Fundo Monetário Internacional) e do World Bank (Banco Mundial).


Os bons indicadores iniciais mascaravam um problema

Com o dólar a valorizar nos anos 90, fez com que, por associação, o peso também valorizasse, tendo um grande impacto nas exportações argentinas. Com uma moeda mais forte, as importações aumentaram fazendo com que a indústria argentina fosse lentamente perdendo protagonismo. Não esquecer que a Argentina exporta maioritariamente para os países Sul Americanos e Europeus - países cujas moedas na altura perdiam terreno face ao dólar. Isto fez com que o estado argentino tivesse que aumentar a necessidade de emitir mais dívida pública o que fez com que o déficit continuasse a subir. Neste período o desemprego voltou a aumentar tendo chegado a atingir os 18%.

Crise voltou no final dos anos 90

Por volta de 1999 os dados económicos da Argentina foram-se agravando, e como tal, consequências de natureza especulativa no mercado foram prejudicando ainda mais as finanças argentinas.
- "Arranjas-me uns trocos?"
Para combater a crise, o IMF “recomendou” que se efetuassem cortes drásticos na despesa do Estado. (Hum, onde é que já vimos isto?...) Estes cortes afetaram penosamente os ordenados e pensões dos funcionários públicos (e não só), desencadeando, obviamente, um aumento insustentável de subsídios de desemprego.
Não menos importante foi o aconselhamento desta entidade para que se mantivesse o peso argentino fixado no dólar. Convém não ignorar a a extensão das privatizações das boas empresas públicas para que se pudesse encurtar a dívida soberana. Traduzindo por miúdos – alienação dos dividendos das empresas públicas por investidores estrangeiros.

Quando o problema financeiro passa a problema social…

Naturalmente, os argentinos começaram a trocar os seus pesos por dólares, pois a descrença na sua economia ia aumentando. Para combater esta tendência, o governo limitou os levantamentos a 250US$ por mês e congelou as contas pessoais.

Com os preços a subirem, a crescente incerteza no emprego, o limitado acesso a dinheiro e uma subida na taxa de habitantes em condições de pobreza extrema, fez com que o povo ficasse cada vez mais esmagado e com reduzida margem de manobra. Como esperado, com o agravar da crise económico-financeira, os motins nas ruas de Buenos Aires foram ganhando dimensão.


No dia 19 de Dezembro (2001), os protestos contra o governo tornaram-se violentos e viraram motins;
Confrontos entre locais e polícia agravaram e lojas começaram a ser pilhadas;
Confrontos entre os que pilhavam e os respectivos donos das lojas ceifaram algumas dezenas de vidas. Nesse mesmo dia, estado de emergência foi declarado pelo presidente.

Helicóptero maravilha salva o dia

No dia 20 de Dezembro de 2001, aquilo que tinha começado como um protesto de desempregados e de militantes de partidos de esquerda, estendeu-se à classe média, o que ajudou a tornar a situação insustentável para o presidente. Numa tentativa de apaziguamento, o presidente argentino, Fernando de la Rua, chegou a demitir o ministro da Economia, mas tal demonstrou ser infrutífero pois os protestos não diminuíram. Ao presidente só restou uma solução - abandonar o cargo. Tal tarefa não foi fácil, pois o presidente demissionário após ter entregue a sua demissão ao Congresso, viu-se obrigado a evacuar da residência presidencial, a Casa Rosada, num simpático helicóptero para evitar consequências físicas...

Pergunto-me: Como terá sido, 5 dias depois, o Natal para milhões de crianças argentinas?...

II Parte: Helicóptero avistado no Equador (em breve)

nota: Não discuti os anos subsequentes propositadamente pois o objectivo era escrever sobre o que antecedeu a revolução de 2011. A queda abrupta do PIB em 2002, a expulsão do FMI da Argentina, as medidas de Nestor Kirchner e o respectivo crescimento acentuado do PIB argentino nos últimos anos darão um bom artigo para o futuro.


Fontes:
Wikipedia
The Economist
UCATLAS
IMF
FPC

domingo, outubro 09, 2011

O Culto do Corpo

Atualmente, o corpo é visto como nosso cartão de visita em muitos locais e perante muitas pessoas, servindo muita vezes de pré-julgamento ainda antes mesmo das pessoas mostrarem o que realmente são no seu íntimo.
- "Sim, já me chamaram gorda..."

Se és gordo, é porque passas a vida a comer; se não és musculado é porque és fraco; se não tens peito, saíste ao teu pai e assim por diante...Ligas a televisão, todos te dizem que tens de emagrecer, vês publicidade na rua e dizem-te para comer fast-food...

Eu não coloco as culpas todas nas pessoas, nem nas corporações que exaltam e exploram a nossa veia consumista, brincando com as nossas emoções; coloco as responsabilidades em ambos.

Existem duas posições distintas:

  • No lado das Corporações temos o seu jogo com os nossos sentimentos. Rotulam as pessoas com grupos e modas, fazendo-te sentir mal porque não és igual aos outros. Porque não és magro, porque não "vestes isto ou aquilo", porque não tens objeto x.
  • No lado dos Indivíduos, temos a estagnação mental. As pessoas caiem na armadilha de seguirem as modas. As pessoas é que dão o golpe final do plano arquitetado pelo marketing, pois compram o que não precisam e perpetram os sentimentos passados pelos anúncios. Passando a desgostar de quem não é como lhes 'ensinaram' na TV ou na revista.

- "Não percebo como é que eles conseguem ser tão magros na TV..."

- E porque será que as pessoas fazem isso?

Porque as pessoas estão vazias...
As pessoas estão vazias de sabedoria, de Amor, de fraternidade, de igualdade... Ao invés disso, estão cheias de telenovelas, estão cheias do futebol, cheias de mal-dicência...
...cheias de Insegurança e Solidão.

Portanto, para combaterem a sua insegurança e falta de auto-estima têm de estar na moda, na moda imposta pelos media, para que se possam sentir inseridos num grupo.

Vejamos o ciclo vicioso das modas e deste culto do corpo do ponto de vista dos media:
  • Consome! Consome como se hoje fosse o teu último dia de vida, come, bebe e gasta à vontade;
  • Afinal à outro dia: andaste em excessos, tens de te meter na linha, vai ao ginásio, vai comprar a roupa da moda, vai comprar 'as coisas' (inúteis) da moda - mas no final do dia, não te esqueças que hoje é o último dia da tua vida, portanto, consome, consome porque far-te-á sentir melhor.
- "Eu antes usava calções."

Vejamos agora como na minha perspectiva eu vejo este ciclo:
  • Enche-te de inutilidades quer materiais quer intelectuais;
  • Não consegues inserir-te num círculo, pois não consegues dialogar, dizer algo construtivo, pois a tua educação (TV) não te ajuda em nada;
  • Para colmatar esse problema, mudas o teu exterior, colocando-te na moda, na esperança de seres inserido num grupo, catalogado como alguém 'in'.

Esta reflexão, é um ponto de vista, como tal, não é uma regra, pois conheço quem goste de andar na moda, mas ao mesmo tempos são pessoas que se preocupam em cuidar de igual forma do seu intelecto, mas infelizmente não são muitos nestas condições.

Devemos cuidar de nós?
Sim, sem dúvida, mas cuidar de nós é cuidar da nossa saúde. Acho que o problema está na forma como as pessoas analisam o problema - não devemos ir ao extremos e devemos equilibrar corpo e mente, sempre. Eis duas perspectivas bem distintas de olhar para a mesma coisa:
  • Sou gordo, tenho de emagrecer porque sou feio;
  • Sou gordo, tenho de ter cuidado com as doenças cardiovasculares, logo, terei de perder peso para diminuir esse risco.

Acho que me fiz entender...

quinta-feira, outubro 06, 2011

A Verdade

Eu não sou dono da verdade,

na realidade, ninguém é dono da verdade. A verdade apenas o é simplesmente enquanto não for desmentida e dura tanto tempo quanto o tempo que permanece como sendo verdade.

Mas não só, a verdade, apenas o é - uma verdade - enquanto houver quem nela acredite e a dissemine. Desta forma, mesmo que a verdade seja claramente desmentida, esta continua a ser verdade para quem não admite a sua refutação.

Como posso então definir "a Verdade"?
É uma ideia, cuja origem não importa, mas que foi aceite e disseminada por um grupo de indivíduos durante um período de tempo (que pode ainda não ter terminado).

Certo, até aqui parece-me tudo bem.

Mas e o que acontece quando a nossa verdade é refutada/desmentida?
  • Há quem não aceite e permaneça fiel a seu princípio;
  • Há quem nem pense duas vezes e de imediato adopta o novo conceito;
  • E há o meio-termo, o equilíbrio...
...pois é no equilíbrio que nos devemos manter: não ser comodista nem radical, mas ser sim um ser pensante.
Na dúvida, mais vale escolher o bem.

Quem muda de ideias sem refletir um pouco?
Infelizmente, muita gente...

A nossa sociedade é enganada constantemente com verdades que apenas duram meses, dias e até mesmo horas, basta para isso ligarmos a televisão e vemos notícias correrem num dia com uma forma, e no dia seguinte já adotaram outra forma e as pessoas acreditam e pronto...não pensam, não relacionam os pontos, não investigam um pouco.



O mesmo se sucede com o atual sistema económico - o tal que está falido e é obsoleto - muitos fazem querer que é assim que deve ser, pois não existe melhor do que o que vivemos atualmente. Mas eu analiso os fatos e vejo que nunca houve tanta exclusão social como agora, as coisas estão a ser levadas para os extremos. Cada vez mais pobreza, a surgir de forma desmesurada, sem ninguém colocar um travão em tudo isto.

Este Capitalismo Parasitário tira proveito d'A Verdade. Espalha a verdade nos anúncios de TV, nas modas, nos media...e todos consomem as suas ideias como se fossem a verdadeira realidade.

Mas não é...

...pelo menos para mim.

terça-feira, setembro 20, 2011

O Papel

"O que pensam as pessoas?" - Tantas vezes questiono isso quando vejo certas e determinadas acções e comportamentos...


Platão - está um bocado pálido, talvez precise de Sol.


"O comportamento Humano tem três grandes origens: desejo, emoção e conhecimento." - Platão
O sujeito chegou ao carro, tinha um daqueles papéis publicitários preso no limpa-pára-brisas, agarrou nele, amachucou-o ligeiramente e largou-o no chão...


...e, de repente, invadiram-me uma série de indagações. Resumidamente: "Porque é que ele agiu assim?" (Porque é porco... eheheh)


Bem, antes de mais, quero salientar que este artigo é uma pura opinião, não pretendo julgar nem condenar ninguém; apenas pretendo perceber a motivação das pessoas para os seus comportamentos.


Exploremos então a afirmação de Platão e tentemos perceber onde encaixam as suas premissas na situação do papel.


Desejo


Em filosofia, o desejo é uma tensão em direção a um fim considerado pela pessoa que deseja como uma fonte de satisfação.[1] Ou seja, um desejo é sentir atracção por algo que nos satisfaz (ou julgamos que nos satisfaz). Existem vários tipos de desejos, como podemos constatar no Quadro 1.


Quadro 1 - Classificação dos Desejos segundo Epicuro* (Clicar para ver maior)


Se tentarmos inserir a acção na classificação de Epicuro, ficamos um bocado pensativos, pois afinal, não estou a ver aquele gesto ter sido algo natural, necessário ou irrealizável (aquilo aconteceu mesmo à minha frente, a alguns metros de mim)...talvez um desejo frívolo artificial? Sinceramente, não vi prazer na cara do senhor. A mim parece que a acção de onde proveio o desejo, foi na parte de 'proteger' os seus bens, eliminando aquele bocado de papel de cima do seu carro.

Emoção

A emoção é uma experiência subjectiva, associada ao temperamento, personalidade e motivação. Existe uma distinção entre a emoção e os resultados da emoção, principalmente os comportamentos gerados e as expressões emocionais.[2] Mas antes temos de avaliar o seguinte: emoção como causa, ou emoção como efeito? Ou seja, terão as suas emoções levado a que tivesse feito aquilo? Ou será que executou aquele gesto na esperança de experimentar alguma emoção?
Existem muitas teorias sobre o que é a Emoção, mas como não somos peritos em filosofia, psicologia ou sociologia, vamos abordá-lo dum ponto de vista mais leigo e com base em emoções que conhecemos, como, felicidade, alegria, tristeza, melancolia, solidão, etc.


"O quê?! Lixo no meu carro?"


Aquilo que observei naquele momento, não me permitiu perceber se existiu ali alguma emoção, ou não...mas posso falar que surpresa, repúdio e indiferença podem muito bem ter sido emoções experienciadas.


Surpresa: quando viu o papel num sítio onde antes não estava nada;
Repúdio: não querer aquilo ali, pois não é seu, não gosta daquilo e não tem que ficar com aquilo.
Indiferença: Não sei se posso dizer que é uma emoção, mas é a única coisa que explica o acto final: indiferença face à sociedade e ao meio-ambiente, lançando lixo no chão num acto impulsivo.


Conhecimento


O que entendo por conhecimento, prende-se não só pela informação que temos, mas também pelo nosso avanço moral e ético. Mas o conhecimento só é válido quando posto em prática. 


O livro que contém tudo aquilo que nós sabemos.


Não existem pessoas "burras", existem sim os ignorantes e os que colocam em prática aquilo que sabem/conhecem, ou não. O conhecimento é nos dados todos os dias, quer numa experiência vivenciada, quer obtendo directamente duma fonte de informação e conhecimento. As pessoas ditas "conhecedoras de algo", tendem a (re)agir consoante esse seu conhecimento (aquilo que já aprenderam).


Basta olharmos para as crianças....


Uma criança brinca com um fósforo. Este, incendeia. A criança toca na chama e queima-se. Aprendeu que o fogo queima...nada mais simples. (Até o Gervásio sabe.)


O mesmo se aplica para a nossa conduta moral e é aqui que a sociedade tem o seu maior contributo: dando os bons exemplos, explicando o que é a liberdade do homem, o respeito, a natureza e o papel de cada um de nós nesta colmeia - basicamente, aprender a diferença entre o certo e o errado, entre o bem e o mal.  Este é o conhecimento essencial.


A meu ver, é este conhecimento que condiciona os nossos DESEJOS e as nossas EMOÇÕES. É ele que define a prioridade das nossas MOTIVAÇÕES.


Podemos dizer que a atitude do sujeito em causa revela ignorância. Não mede as consequências mesmo dos actos mais pequenos. E isto pode acontecer (e acontece mesmo) com qualquer um. Pois todos somos ignorantes em muita coisa...mas o que vem a seguir é o mais importante: a análise sobre as nossas atitutes, o exame de consciência...as questões sobre as nossas acções...e isso sim, revela a vontade de sair da ignorância.


Conclusão
(Uff...finalmente...)


Tal como tinha dito no início, este artigo é apenas a minha opinião. Baseado nas minhas convicções e aprimorado com um pequeno estudo, nada mais.


A atitude analisada pode ser vista por muitos como normal, por outros como "nem por isso" e mesmo condenada por outros (ainda). Portanto, acho que cabe a cada fazer o seu juízo (mas sem condenar ninguém).


As suas motivações? Não sabemos...cabe-nos apenas indagar e esperar que a pessoa em causa comente este artigo. eheheh


Pois bem, ver aquilo levou-me a levantar questões com as quais pretendo aprender alguma coisa, e a resumir as suas respostas no seguinte:

  • reflectir nos nossos actos, por mais pequenos que sejam;
  • respeitar o próximo (mesmo que ele não esteja a olhar);
  • procurarmos o conhecimento (Sim, mesmo dentro de nós há conhecimento - basta ouvirmos a nossa consciência);
  • e, ter uma visão global do ensinamento: Não faças aos outros o que não gostarias que fizessem a ti;
Yes, it changes!



* Epicuro - Filósofo grego 341a.C. ~ 270a.C.
Fontes: